segunda-feira, 24 de julho de 2017


ANTÓNIO MARTINHO BAPTISTA

Na plenitude do Tempo




A primeira aula prática de Arqueologia de que guardo memória, provavelmente já em momento bem adiantado do Outono de 1970 (as aulas começavam sempre tarde na Universidade), aconteceu no primeiro andar do Museu Nacional de Arqueologia (e Etnologia, como então se chamava). Tratava-se de um amplo espaço, inacabado e sem qualquer divisória interior, uma espécie de sótão desenvolvendo-se a todo o comprimento da ala do Mosteiro dos Jerónimos, fronteira ao Jardim do Império. Ao longo desse imenso "sótão", alinhavam-se centenas de vitrines ordenadas por ordem cronológica e pejadas de materiais arqueológicos, organizados por grupos tipológicos (pedras, cerâmicas, metais...) . Era junto a uma dessas vitrines, localizada no topo nascente do "corredor", que se aglomeravam nesse dia os estudantes do 1º ano do curso de História que ali iriam ter com o Professor Luis de Matos (então assistente de Fernando d'Almeida que acumulava a Cátedra de Arqueologia e a Direcção do Museu), a sua primeira aula de Pré-história, ou mais especificamente, a crer nos calhaus acumulados na vitrine, a primeira sobre Paleolítico. Quando cheguei a lição já começara pelo que ao aproximar-me do grupo, com alguma ansiedade pois não conhecia ainda praticamente nenhum colega, reparei em particular num dos presentes. A sua farta cabeleira dava nas vistas, ainda que fosse um sinal dos tempos, mas era o blusão amarelo torrado que o destacava do cinzentismo geral do grupo.

Foi este o meu primeiro contacto com António Martinho Baptista,  um dos colegas da Universidade com quem, a par do Vítor Serrão, mais privei ao longo do curso, pelo menos até concluirmos o bacharelato em 1973 e começarmos todos a definir áreas de interesse profissional que acabariam por nos dispersar, ainda que com sucessivos reencontros e cruzamento de projectos ao longo das nossas carreiras. Naturalmente, teria um peso muito significativo na estreita relação então criada entre nós e que envolvia outros colegas do mesmo curso (como o Francisco Sande Lemos, a Teresa Marques, o Jorge Pinho Monteiro ou a Susana Lopes, por exemplo), o desencadear do processo de salvamento da arte rupestre do Vale do Tejo, circunstancia que nos arrastaria a todos, mesmo os que não se interessavam tanto pela Arqueologia, para Vila Velha de Ródão durante os largos períodos que duravam as sucessivas campanhas de campo. E seria no Ródão que o alentejano António Martinho Baptista (conhecido pelo "Barão de Alter", entre os amigos do Instituto Superior Técnico, cuja cantina frequentava porque o seu quarto de estudante ficava para as bandas da Praça do Chile) começaria a longa caminhada de estudo da arte rupestre portuguesa, os tais 45 anos de "Estudos em Arqueologia Rupestre, do Tejo ao Côa, passando pelas montanhas do Noroeste" (e pelo Vale do Guadiana, poder-se-ia também acrescentar...) de que fala o cartaz  da conferencia que assinalou na semana passada o seu regresso a Braga após a recente aposentação do lugar de Director do Museu do Côa.

Numa altura em que aguardo também a aposentação e em que, por ordem natural das coisas, é toda uma geração de arqueólogos que chega ao final das respectivas carreiras (uma geração que julgo especialmente bafejada pela sorte dos tempos mas que, como maior ou menor sucesso, foi capaz de cavalgar a onda de oportunidades proporcionada pelas transformações políticas e sociais entretanto verificadas), não queria deixar de assinalar neste espaço de memórias, os 47 anos de amizade com o António, a quem me ligam tantos e tantos laços de ordem pessoal ou profissional. Destaco em particular a pronta resposta ao apelo que em nome da EDIA lhe dirigi no final do ano 2000, quando na sequencia da descoberta de arte rupestre no Guadiana espanhol, se identificaram os primeiros núcleos em território do Alandroal e cujo reconhecimento seria obrigatório promover sem demoras. Com enorme sacrifício pessoal, dadas as condições do terreno e as circunstancias da descoberta, AMB envolveu-se directamente com a sua experimentada equipa do extinto Centro Nacional de Arte Rupestre, no projecto de registo arqueológico dos múltiplos painéis gravados então descobertos em cotas de inundação e cujos resultados seriam editados em 2013  (ver aqui). Já depois dessa data e embora em condições menos dramáticas, não deixou de aparecer pelo Escoural (2009), contribuindo com o seu conhecimento e experiência quando, nos trabalhos de renovação das estruturas de visita da conhecida Gruta paleolítica, ali encontrámos vestígios rupestres inéditos. Levaria mesmo a sua amizade ao ponto de aceitar escrever todo um capítulo de reenquadramento da arte rupestre do Escoural, face às descobertas entretanto verificadas nas últimas décadas, no livro que preparei por ocasião da reabertura da Gruta ao público (Escoural, uma Gruta Pré-histórica no Alentejo, 2011).

Impossibilitado pela distância de participar no encontro em boa hora promovido pelo Museu D.Diogo de Sousa (há ali mão da minha amiga Isabel Silva, a actual directora e de algum modo companheira mais jovem das andanças desta geração de arqueólogos) as fotos que se seguem e que recuperei nas mais variadas fontes representam a minha simples homenagem ao António e ao que ele representa para mim e para tantos outros colegas e amigos, como pessoa e arqueólogo.

António Carlos Silva e António Martinho Baptista (à direita) com o Luis Raposo e o João Ludgero, à esquerda, junto à Lapa do Fuma (Sesimbra). A foto deverá datar de 1971, eventualmente tirada por Francisco Sande Lemos. O Luis e o João eram mais novos e ainda não estariam na Universidade mas pertenciam ao GEPP.




Duas fotos de grupo na estação do Ródão (a ligação para os trabalhos no Fratel, era feita muitas vezes recorrendo ao combóio). O AMB aparece em ambas, em cima à esquerda conversando com Jorge P.Monteiro e Helena Afonso (a cantora lírica). Em baixo, ao meio entre ACS e Rui Parreira. Fotos de 1972?




Fotos de grupo na Pensão Castelo do Porto do Tejo (Ròdão) a que carinhosamente chamávamos "pensão da velha", perante a forte personalidade da proprietária, tia do nosso (posterior) companheiro de trabalho arqueológico, o Eng, Luis Caninas. As fotos deverão datar de 1972 e o AMB aparece sempre com o seu inconfundível boné...
A caminho de mais uma jornada de trabalho na arte rupestre do Vale do Tejo (1972?).António Martinho Baptista, ao centro e Helena Afonso, à direita. Em primeiro plano, a estudante americana Diana, ao tempo aluna na Faculdade de Letras de Lisboa e que por essa via participaria numa das campanhas do Ródão...fazendo alguns estragos afectivos.

AMB aplicando a técnica de moldagem com latex, de que se tornou especialista, numa das rochas do Cachão do Algarve (Perais- V.V.Ródão)

AMB, Luis Raposo, Teresa Marques e ACS em primeiro plano, em pleno vale do Tejo pré Barragem do Fratel, num enquadramento paradigmático.





 Em 1975, em pleno Verão Quente, os alunos do curso de 1970/71, já então misturados com colegas de cursos mais recentes, participariam numa última grande actividade curricular em comum, promovida por José Morais Arnaud, à época assistente convidado da Faculdade de Letras (por decisão dos alunos) e actual presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Tratou-se do Campo Arqueológico do Penedo do Lexim, complemento prático de uma das cadeiras lecionada pelo Zé Arnaud. O AMB só na foto do meio (à direita) não exibe o seu característico boné.
http://pedrastalhas.blogspot.pt/2015/11/no-penedo-do-lexim-ha-40-anos-o-link.html






Já no Guadiana (2001) a equipa do CNART dirigida por AMB, procede aos trabalhos de registo da arte rupestre, por fotografia noturna, decalque e moldagem

AMB exemplifica no Guadiana a técnica de moldagem, com recurso ao "silicone" mais fiável do que o "latex".

Guadiana, 2001- AMB acompanha o Presidente do CA da EDIA (Adérito Serrão) numa visita aos trabalhos de campo




AMB enfrentando o "circo mediático" em torno das descobertas da arte rupestre no Alqueva

A monografia publicada por AMB e André Santos, sobre a arte rupestre do Guadiana português.




AMB fotografando o painel de pinturas, dito do "baldaquino", na Gruta do Escoural (2009)



António Martinho Baptista e António Carlos Silva, na Gruta do Escoural em 2009 (foto de André Santos)
Em devido tempo (26/7/2017), e com a devida vénia, aqui transcrevo o texto que o Luis Raposo acaba de divulgar no seu Facebook sobre o AMB:

Ainda acerca do António Martinho Baptista: a minha evocação no livro que lhe foi dedicado.
Recordação do que fica, depois de (quase) tudo esquecido
Há meia dúzia de anos, quando assinalámos quatro décadas passadas sobre a descoberta da arte rupestre do vale do Tejo, referi-me a esse binómio de espaço e tempo como “o eixo vertebrador do meu mundo” (em Açafa, nº 4, 2011, um volume imperdível, que pode ser obtido em linha: http://www.altotejo.org/acafa/acafa_n4.html). Embora subentendido, porque, para citar Marc Bloch, por sermos historiadores amamos a vida, faltou talvez nessa ocasião ser então mais enfático para com os companheiros que povoaram aquele meu e nosso mundo, a chamada “geração do Tejo”, na expressão feliz de um de nós, o António Carlos Silva.
Ora, sem desprimor de nenhum outro, permitam-me neste momento que evoque dois, entre todos: o Jorge Pinho Monteiro, com quem especialmente aprendi o gosto pela teoria e o rigor analítico como chaves de entendimento do que nos rodeia; e o António Martinho Baptista, que sobretudo me ensinou a viver, com alegria de vida.
Dificilmente encontraremos em alguém a singular combinação entre teoria e prática que o António protagonizava. Ele era certamente o mais vivido de todos nós, o que melhor juntava, na sua e nossa juventude de então, o conhecimento do campo com o da cidade. O que tanto podia construir sedutoras teses estruturalistas, sobre profano ou sagrado, como logo depois as desfazer com a sabedoria dos simples, muitas vezes resumida em observações desarmantes. Isto sem esquecer o hábito alentejano das alcunhas e dos ditos acutilantes. Desde muito cedo, no melhor tempo da minha vida, devo ao António algo que ainda transporto em mim: não me levar, nem levar os outros, demasiado a sério. Ser relativo em tudo da vida. E guardar em relação a pessoas e situações as distâncias críticas de um Zé Povinho.
Coube-me na rifa, em Ródão, integrar a equipa de moldagem, dirigida pelo António. Não foi preciso muito tempo para que recebesse a alcunha do “senhor bolha”, porque paciência não é um dos meus fortes, para mais debaixo das tórridas temperaturas rodanenses, e na pressa de aplicação da borracha líquida (latex) ia deixando bolhas entre cada camada (o mestre, esse tinha toda a paciência, como se vê na foto junta…). Claro que teria preferido ser “bacaninha”, mas essa alcunha já estava tomada. E a verdade é que era justa a observação.
Ao longo dos tempos, fomo-nos vendo de forma cada vez mais esparsa. Mas fui sempre encontrando o António nos mesmos combates, no mesmo lado das barricadas. Aliás, sexagenários ou até septuagenários que somos hoje, podemos dizer que a nossa geração, a “geração do Tejo”, continua toda do mesmo lado, do lado bom da vida. E permanecemos além disso amigos. Muito amigos, mesmo.
Luís Raposo

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Regresso à "Vila Velha" e ao Lumumba



Muitos anos antes de ter tido oportunidade de ler o livro do Embaixador José Cutileiro, "Ricos e Pobres no Alentejo" (que recomendo vivamente a quem queira ter uma ideia do que era socialmente o Alentejo há meio século atrás...) já Monsaraz (a "Vila Velha" de Cutileiro) fazia parte do meu roteiro arqueológico pessoal. Não consigo naturalmente precisar quando ali estive pela primeira vez, provavelmente algures no início dos anos 70, quando o meu pai comprou o tal "Toyota Corolla" que viera para ficar nos tempos do Marcelo Caetano e começámos a fazer algumas incursões turístico-culturais familiares... (a ida ao "borrego a Monsaraz", seria mais tarde uma daquelas tradições obrigatórias a quando das estadias dos meus pais em Évora). De facto, quando nas férias da Páscoa de 1975, andei por estas paragens integrando uma equipa de estudantes do velho GEPP (Grupo para o Estudo do Paleolítico Português), já em prospecções pré-Alqueva (sugeridas pelo então nosso Professor de Práticas e Materiais Arqueológicos (?) José Morais Arnaud), a região já não me era completamente desconhecida e Monsaraz, pela sua localização estratégica serviu de apoio às pesquisas que então fizémos nos terraços fluviais do Xerez (ou Xarez) que se desenvolvem nas planícies que acompanham o Guadiana nesta zona. Recordo até a visita que fizémos nessa "expedição" ao médico Dr. Pires Gonçalves (o grande estudioso do megalitismo da região e defensor de Monsaraz) que nos recebeu, algo desconfiado, no seu consultório de Reguengos. O nosso aspecto não deveria ser muito recomendável e o velho médico só baixou a guarda quando percebeu que éramos estudantes de arqueologia, alguns já então ligados à Associação de Arqueólogos Portugueses, de que Pires Gonçalves, dadas as suas ligações a Afonso do Paço, era sócio proeminente. Deve também datar dessa viagem a primeiríssima incursão gastronómica ao Restaurante Lumumba que abriu as portas nesse mesmo ano de 1975. De entre os locais com interesse arqueológico que então identificámos na região, destacava-se uma plataforma que apresentava muitos materiais líticos pré-históricos em superfície, atravessada pela velha estrada que ligava a colina de Monsaraz à Ponte metálica de Mourão e que cruzava toda a baixa do Xerez, passando junto à Anta e ao Cromeleque do Xerez, este identificado e restaurado pelo referido médico Pires Gonçalves (ver aqui a curiosa história da sua identificação ) alguns anos antes. Denominámos o sítio como "Xerez de Baixo" e atribuímos os achados líticos ao Paleolítico Médio, tendo decidido que oportunamente ali realizaríamos algumas sondagens para verificar se existia ainda um contexto estratigráfico preservado que nos permitisse enquadrar os abundantes materiais de superfície. Recorde-se que por esta época, o GEPP, concluído o "salvamento da Arte Rupestre do Tejo", iniciava trabalhos deste tipo nos terraços do Tejo em Vilas Ruivas (Ródão), com resultados muito interessantes, descobrindo-se então as mais antigas "estruturas de habitat" (Paleolítico Médio) jamais identificadas em Portugal.
Aspecto dos trabalhos arqueológicos no Xerez de Baixo em 1979. A segurar na mira no corte da estrada, o Francisco Serpa enquanto a Ana Raposo lê as cotas. O vestuário é de Inverno, pois julgo que a campanha terá sido realizada por altura do Carnaval.


Entusiasmado com os resultados de Vilas Ruivas, o Luis Raposo viria a sugerir-me a realização de trabalhos no Xerez, tendo-se proporcionado a ocasião no Carnaval ou Páscoa de 1979, após termos conseguido o apoio logístico da Câmara Municipal de Reguengos. A pequena equipa lisboeta pernoitaria numa sala da Junta de Freguesia (por cima da célebre pintura a fresco do "Bom e do Mau Juiz", hoje Museu do Fresco) e jantávamos (de que maneira, após um almoço de sandes...) no Restaurante Lumumba. Localmente tínhamos o apoio do reguenguense Rafael Alfenim (então ainda estudante de Arqueologia em Coimbra, e meu colega de trabalho há muitos anos) e de Francisco Serpa, funcionário da Câmara Municipal, o qual apesar de há muitos anos emigrado no Algarve (onde foi "guardião" da lindíssima Igreja de Nª Sª de Guadalupe, na Raposeira, até se aposentar), ainda hoje é uma "lenda viva" da arqueologia e etnografia da sua Reguengos natal. Desta campanha de trabalhos, cujos inesperados e problemáticos resultados apresentámos no ano seguinte no IV Congresso Nacional de Arqueologia (Faro,1980- ver aqui) e que só por si mereceriam uma entrada especial neste blog (fica para outra oportunidade) restam algumas referências muito específicas, que então não valorizei, mas que viriam a ganhar especial significado à medida que a minha carreira posterior e até a minha vida pessoal e familiar se orientava para o Alentejo.

As escadas de acesso às instalações que a Junta de Freguesia nos cedeu para pernoita e trabalho, hoje Museu do Fresco
Hoje, até porque lá passei muito recentemente, interessava-me destacar o Restaurante Lumumba. Há actualmente outros restaurantes em Monsaraz, vila que naturalmente, apesar de manter a sua estrutura arquitectónica, já pouco tem que ver com a Monsaraz dos anos 70 e muito menos com a "Vila Velha" de José Cutileiro. É a vida, como dizia o outro... Mas para mim, com poucas excepções, ao longo destes últimos 42 anos, o Lumumba é o "Restaurante de Monsaraz" que apesar da ASAE, consegue manter muitas das características que sempre lhe reconheci. E espanto dos espantos, mantem-se na posse do seu proprietário de sempre, o mesmo que já nos aturou nas escavações do Xerez de Baixo (o sr.José Lumumba). Em evidente contraste, esta feliz e rara circunstância, trás-me à memória um outro restaurante a que me ligam também especiais recordações arqueológicas e cuja situação (abandonado e em ruínas) o meu velho amigo beirão Joaquim Baptista, recentemente lamentou. Refiro-me ao Restaurante do Rei Wamba, junto à Ponte de Vila Velha de Ródão, que não sobreviveu à doença e à morte prematura do seu proprietário, o sr. Ramalhete.

O Restaurante Lumumba, na Rua Direita
A entrada do Restaurante...a sensação de regresso ao passado!

Uma nota final. Procurei junto do Sr. José Lumumba saber de uma figura amiga que ao longo dos anos, sempre me habituara a ver em Monsaraz mas de quem não tinha notícias há muitos anos (até porque deixei de ser assíduo por estas paragens desde que, coincidindo com o início da grande "revolução paisagística" aqui verificada, deixei as minhas funções na EDIA/Alqueva). Refiro-me a José Ferro, funcionário da Junta de Freguesia, que sempre conheci como responsável pelo Posto de Turismo local e que soube agora ter falecido há já alguns anos. Afinal a "Vila Velha", apesar dos "liftings" e mesmo com o Lumumba a resistir, já não é a mesma.


Afinal, a "grande revolução" de Monsaraz. O sítio do Xerez de Baixo (hoje submerso) situava-se umas centenas de metros para lá da actual ponte de Mourão, ao centro da foto.


PS_ já que a propósito do resistente Lumumba recordei o desaparecido Restaurante "Ramalhete" ou "Rei Wamba" de Vila Velha de Ródão (logo a seguir á Ponte, aqui fica uma rara foto de uma refeição durante as escavações em Vilas Ruivas no final dos anos 70. À falta de outras referencias, a garrafa de vinho da Cooperativa do Fundão, não deixa margem para dúvidas...

Reconhecem-se à esquerda o "Mike" (João Pimenta), a Maria João Coutinho, o Zé Mateus e a Mª José Moinhos. António Carlos Silva no topo da mesa. À direita, o Francisco Sande Lemos em primeiro plano. Na mesma fila, ao fundo, julgo identificar o José Sardinha, um amigo meu da Amadora que participava nos trabalhos por curiosidade...








quinta-feira, 13 de julho de 2017

20 anos de turismo de natureza no Alentejo


Em Março passado tive oportunidade de apresentar no Alandroal uma comunicação sobre o turismo da natureza na envolvente de Évora, a partir do acompanhamento que tenho feito à situação do Cromeleque dos Almendres e outro património cultural existente no território de Valverde e Guadalupe. Embora amputado do texto (que improvisei na altura) talvez tenha algum interesse aqui registar o conjunto de "slides" com que ilustrei a minha comunicação. Algumas semanas depois daquele evento, tivémos oportunidade de ensaiar um percurso de natureza na nossa união de freguesias (Valverde e Guadalupe), com a colaboração do José Pedro Calheiros (SAL) um dos participantes neste encontro, especialista em promoção e animação turística relacionada com o pedestrianismo. (ver aqui: http://pedrastalhas.blogspot.pt/2017/05/caminhando-em-terras-de-menires-e-antas.html). No próximo Outono (já que o Verão não aconselha tais devaneios por estas bandas) contamos repetir a iniciativa. São 20 quilómetros entre sobreiros e azinheiras, antas e menires, mas também vestígios de actividades económicas hoje extintas (como as azenhas e moinhos de vento) e com subida ao Castelo do Giraldo...